Notícias e Treinamentos sobre Comércio Eletrônico

E-commerce. O Carrefour vai sair da Idade de Pedra

Posted by Copy Past On setembro - 22 - 2009

Carrefour prepara, enfim, sua entrada no comércio eletrônico

Franceses querem usar o site como alavanca para serviços de crédito ao consumidor

O Carrefour vai sair da Idade de Pedra. A empresa anunciará até o início de 2010 sua entrada no comércio eletrônico. Entre as grandes redes varejistas em operação no país, será a última a criar um site de vendas.

Todo o sistema tecnológico e a estrutura logística, calcanhar de aquiles do comércio online, estão sendo montados com suporte da própria matriz. Os primeiros testes offline deverão ser realizados até o fim de outubro.

Além da operação comercial per si, os franceses pretendem usar o novo portal como uma alavanca para o Carrefour Soluções Financeiras, braço de crédito do grupo. A ideia é utilizar o site para a venda do cartão de private label, concessão de empréstimos e diversos outros serviços financeiros. Dentro do próprio Carrefour, há até quem se refira ao novo site como um internet banking vinculado a uma operação varejista.

A entrada do Carrefour no comércio eletrônico será uma pimentinha a mais na disputa pela liderança do setor de varejo no país. Cálculos do grupo estimam que a receita com as vendas online poderá passar dos R$ 600 milhões apenas no primeiro ano.

Esta cifra ajudará o Carrefour a reduzir a distância em relação ao Pão de Açúcar. Após a compra do Ponto Frio, a rede de Abílio Diniz abriu uma frente de quase R$ 3 bilhões em termos de faturamento anual.

A expectativa dos franceses é que o novo site permita também um salto na venda de eletroeletrônicos e móveis.

© Relatório Reservado

Fonte: Cidade Biz

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A partir desta quarta-feira (19) até a próxima sexta-feira (21), as 17 maiores lojas virtuais do país promovem uma mega liquidação com até 50% de desconto em diversos produtos, frete grátis e facilidades de parcelamento. As ofertas estão disponíveis nos sites das lojas e no endereço Detonaweb.

A iniciativa é da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net) e tradicionalmente ocorre no mês de setembro desde 2002. O objetivo da campanha  é movimentar o mercado do varejo online em um período que não possui datas promocionais.

Participam da promoção as seguintes lojas: Americanas.com, Auto Z (portal do grupo DPaschoal), Comprafacil.com.br, eFacil (portal do atacadista Martins), Extra, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Magazine Luiza, Marisa, Ponto Frio, Shoptime, Siciliano, Sack´s, Submarino, TokStok, Videolar e Wal Mart.

Segundo a consultoria de comércio eletrônico e-Bit, o comércio eletrônico cresceu 27% no primeiro semestre deste ano, comparado ao resultado de igual período de 2008, com faturamento de R$ 4,8 bilhões.

De acordo com o e-Bit, livros e assinaturas de revistas e jornais continuam liderando as vendas pela internet, seguidos por produtos de saúde, beleza e medicamentos, de informática, e eletrodomésticos de pedidos.

Fonte: eBand


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Site de vendas se torna vício na China e movimenta fortuna

Posted by Copy Past On agosto - 11 - 2009

Nos meses que antecederam sua formatura universitária, em junho, Yang Fugang dedicou seu tempo a atividades extrauniversitárias: a administração de uma loja online que vende cosméticos, xampus e outros produtos que eles muitas vezes compra de fábricas locais em Yiwu. Hoje, sua loja online no Taobao.com – o mercado online chinês de mais rápido crescimento – conta com 14 funcionários, dois armazéns e gera pilhas de dinheiro.

“Jamais imaginei que fosse me sair bem assim”, disse Yang, 23 anos, que no passado ganhou US$ 75 mil.
“Comecei vendendo tapetes para ioga, e agora vendo muita maquiagem. As margens de lucro são mais altas”.

A febre do Taobao varreu a escola de Yang, a Faculdade Industrial e Comercial de Yiwu, cujos administradores informam que um quarto dos 8,8 mil estudantes hoje administram uma loja no mercado online, muitas vezes trabalhando de seus alojamentos universitários.

Em toda a China, milhões de outras pessoas – formandos universitários, comerciantes e aposentados – também estão recorrendo ao Taobao para vender roupas, celulares, brinquedos e quase tudo mais que encontrem em lojas e mercados de atacado locais, ou até que consigam contrabandear para fora das fábricas.

Analistas de internet afirmam que esse florescente mercado – que lembra os dias iniciais do eBay, quando os norte-americanos começaram a esvaziar seus sótãos por meio de leilões online – fez do Taobao uma das mais procuradas empresas de internet da China.

Embora exista apenas seis anos, o Taobao (palavra chinesa que significa “procurar tesouros”) já conta com 120 milhões de usuários registrados e 300 milhões de produtos em oferta. No ano passado, seus comerciantes movimentaram quase US$ 15 bilhões.

A empresa alega que as vendas de seu site já superam as de qualquer outro grupo chinês de varejo. E, dizem especialistas em internet, as vendas totais do grupo devem superar as da Amazon.com este ano, chegando na US$ 19 bilhões.

“Esse é o novo grande segmento na Internet da China”, disse Jason Brueschke, analista de Internet no Citigroup de Hong Kong. “É uma mistura de eBay e Amazon.com”.

Como o eBay, o Taobao não vende nada diretamente; simplesmente permite que vendedores encontrem compradores. O mercado tem posição forte na China porque boa parte do país ainda conta com recursos de transporte insuficiente, e algumas autoridades dão preferência a redes estatais de varejo, o que torna o sistema de comércio ineficiente.

A recessão mundial também deixou as fábricas, que vinham operando em ritmo superaquecido, com imensos estoques de produtos que o restante do mundo já não parece querer.

Os chamados “viciados em Taobao” estão ajudando a economia desacelerada a retomar o ímpeto. “Não consigo viver sem o Taobao”, disse Zhang Kangni, estudante de pós-graduação em Xangai. “Para começar, é mais barato. Encontrei um vestido em uma loja de Xangai. É uma marca de Hong Kong, e custava US$ 175. No Taobao, encontrei o mesmo vestido por US$ 33″. Mas os céticos perguntam se o Taobao terá mesmo a capacidade de lucrar e de emergir como uma verdadeira potência na internet.

A empresa ainda não abriu seu capital, e portanto não revela informações financeiras, mas anunciar produtos no Taobao é gratuito, e a empresa não recebe comissão sobre as transações. Quase toda a receita de US$ 200 milhões que a empresa apresenta deriva de publicidade; o grupo diz que a receita basta para cobrir com folga todas as suas despesas operacionais.

A empresa tem recebido críticas, no entanto, por contribuir para com o florescente comércio de bens falsificados. O Taobao rejeita essas alegações, afirmando ter em vigor um novo programa que está reprimindo de maneira efetiva a venda de produtos falsificados.

Os executivos da empresa também afirmam que ela está posicionada para obter fortes lucros, mas que a prioridade inicial para eles é a de criar uma comunidade online.

“Nossa visão para o Taobao é a de construir um paraíso para os consumidores, no qual as pessoas possam fazer compras e se divertir online”, disse Jonathan Lu, o presidente do grupo. “Caso tornemos a companhia cada vez melhor, os lucros surgirão naturalmente”.

A confiança dele quanto ao futuro da Taobao deriva da linhagem do grupo. Trata-se de uma divisão da Alibaba, um conglomerado de Internet desenvolvido por Jack Ma ao longo dos últimos 10 anos, com forte apoio financeiro do Yahoo, Goldman Sachs e do Softbank Group, do Japão. O Yahoo controla cerca de 40% do Alibaba.

O Alibaba.com, o principal serviço do grupo, conecta pequenas empresas de todo o mundo a exportadores chineses. O Taobao.com faz coisa semelhante por consumidores interessados em vender a outros consumidores.

O Taobao.com foi criado em 2003, e no começo não era visto como sério candidato ao sucesso, porque fornecer serviços gratuitos não era visto como bom modelo de negócio. Mas o site não demorou a decolar, e o eBay, que até então dominava o mercado chinês, fechou sua unidade no país em 2006, mencionando perda de mercado e um crescente prejuízo. Hoje, o Taobao.com controla 80% do mercado do mercado chinês de comércio eletrônico, de acordo com a iResearch.

Yang, o vendedor online de cosméticos, se tornou um herói no campus de sua faculdade. Ele alugou dois armazéns, nos porões de dois conjuntos residenciais a alguns quilômetros da faculdade.

Em visita a um deles, lotado de caixas de filtro solar Neutrogena, grampos de cabelo, escovas de cabelo e uma ampla variedade de cosméticos, Yang afirma que os negócios não podiam ir melhor. “Em breve atingirei os US$ 150 mil mensais em vendas”, ele disse, abrindo um largo sorriso.

Autor: David Barboza

Tradução: Paulo Migliacci

Fonte: Terra

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Lojas do Bom Retiro entram no Comércio Eletrônico

Posted by Copy Past On julho - 30 - 2009

Nada de metrô lotado, sacolas pesadas nas mãos, congestionamento nas calçadas estreitas do Bom Retiro, em São Paulo, ou receio de assalto no trajeto para casa. Boa parte das peças à mostra nas vitrines da rua José Paulino e das vielas das redondezas, tradicional reduto de comércio de roupas e acessórios, pode ser vista da telinha do computador e comprada pela internet.

É a face no século 21 de um bairro que recebe 70 mil pessoas por dia, número que chega a dobrar na época do Natal. Segundo a Câmara de Lojistas do Bom Retiro, 30% dos 1.200 comerciantes da região já criaram suas lojas virtuais. “Roupas e sapatos, compro pessoalmente. Mas produtos que não precisam de prova, como os jogos de cama, mesa e banho, adquiro pela internet”, conta a coordenadora administrativa Adriana Fernandez de Souza, 37, moradora do bairro de Itaquera, zona leste. “Além de ser mais prático, economizo o que iria gastar de condução.”

No último ano, Adriana acessou oito vezes a internet para consumir em lojas do Bom Retiro. Sua maior compra on-line foi de R$ 500 na PortCasa, que ganhou versão virtual há um ano e meio, quatro meses depois da inauguração do prédio na rua da Graça, paralela à José Paulino.

“É como se o cliente estivesse comprando no Bom Retiro, só que por meio de um clique, de qualquer lugar, a qualquer momento”, afirma Natan Sztamfater, diretor da PortCasa.

A loja virtual recebe cerca de 320 mil acessos mensais. Cada visitante navega por 11 páginas em seis minutos e o faturamento já corresponde a 50% do registrado pelo endereço físico.

“Em época de crise, as empresas estão buscando alternativas para aumentar o faturamento e o comércio eletrônico é uma boa opção”, diz Pedro Guasti, diretor da e- bit, consultoria que atua no setor de e-commerce nacional. “Enquanto o varejo tradicional não tem expectativa de crescimento neste ano, o comércio virtual deve crescer de 20 a 25%. O faturamento deve chegar aos R$ 10 bilhões em 2009.”

Na mira dos lojistas estão paulistanos que economizam as saídas de casa em nome da praticidade e sacoleiros de todo o Brasil, incentivados a trocar as longas viagens pelas transações via internet.

“Minha estratégia foi atender esse cliente que vinha de longe”, diz Nivaldo Ferreira Junior, dono do BiroShop e vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro. “Em vez de ele gastar com comida e passagem, pode consumir mais em produtos. Compra hoje e amanhã está tudo na transportadora.”

Nos primeiros meses, o site do negócio de bolsas e cintos recebia 200 visitas ao mês. Hoje, um ano depois, são mil acessos diários. Não é de uma hora para a outra que a clientela se torna adepta do comércio eletrônico.

Para conseguir atrair e manter esse público, a primeira premissa é garantir segurança ao consumidor. Para isso, não adianta só colocar o site no ar, é preciso ter uma estrutura por trás do ambiente virtual que mostre que o empreendimento trabalha com seriedade.

Só na PortCasa, que fatura R$ 600 mil por mês, dez pessoas atuam no call center. Não se trata de um serviço de vendas pelo telefone, mas, sim, um apoio à clientela que ainda não está habituada às compras on-line.

O estoque merece atenção. Com o aumento das vendas, é preciso prever uma quantidade de produtos destinados só aos clientes virtuais, que na hora da compra devem ser informados sobre o prazo de entrega. “Tenho um estoque específico para o site”, diz Nivaldo, do BiroShop. “Trato como uma loja à parte.”

O lojista investiu R$ 40 mil para montar a loja virtual, somados os gastos com equipamentos e software. Por trás da telinha trabalham 17 funcionários: 12 no call center, 2 separando as encomendas e 3 produzindo fotos dos novos produtos para que o site seja atualizado todos os dias. “Economizo. Uma luva [ponto comercial] custa cerca de U$$ 200 mil [R$ 400 mil] por quatro anos. Um aluguel, cerca de R$ 20 mil mensais”, diz Nivaldo.

Uma pesquisa da e-bit mostra que o consumidor aprova a iniciativa. O índice de satisfação na compra on-line é próximo a 86% no país. “Os comerciantes perceberam que vender pela internet é uma possibilidade de ganho, adequaram o site ao cliente e trabalham sério”, diz Pedro Guasti, diretor da consultoria que disponibiliza em sua página a avaliação das lojas virtuais feitas pelos consumidores. Vale uma conferida antes de sair clicando.

Seus direitos

O consumidor on-line tem até sete dias para desistir da compra, contados a partir do recebimento do produto, caso se arrependa do que comprou, mesmo que o produto não apresente defeito. Deve receber todo o dinheiro de volta, inclusive o valor do frete

Em caso de troca, a loja só tem de pagar as despesas com o frete se o produto for diferente do comprado ou apresentar defeito. Quando o cliente realiza uma troca não obrigatória por lei, como a numeração errada de um sapato, é ele quem arca com o frete.

Fonte: BinWoks

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deferiu o pedido de liminar no mandado de segurança interposto pela BW2 Companhia Global do Varejo, para suspender a medida estabelecida pelo governo contra o comércio eletrônico. O Decreto nº 1.949, de 27 de maio de 2009, estabelece que as empresas (sites) que efetuarem venda ao consumidor final, ou seja, que não sejam contribuintes do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no Estado, deverão transferir o produto ao estabelecimento local. Isso para acobertar a venda e a entrega, o que vai assegurar o recolhimento do imposto.

O desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho concedeu a liminar e determinou a notificação contra o governo. Os advogados Jackson Coutinho e Silzomar Mendonça contestam o decreto no que se refere ao valor aplicado de 9% sobre o valor do documento fiscal, caso as empresas descumpram as exigências e de 18% aplicado no volume da mercadoria e a habitualidade.

“Alega que referidos deveres instrumentais não poderiam ser estabelecidos mediante ato infralegal, o que violaria o principio da estrita legalidade, uma vez que o suposto ato coator cria obrigação tributária não prevista em lei”, consta no mandado.

Atualmente, nas operações interestaduais diretamente ao consumidor final, o ICMS é destinado integralmente aos Estados onde estão sediadas as empresas que efetuarem a venda da mercadoria. Essa forma de recolhimento do ICMS está prevista na Constituição de 1988, cujo modelo de tributação foi elaborado de acordo com a sistemática econômica da época.

Em 2005, foram efetuadas vendas interestaduais a consumidor final de Mato Grosso no montante de R$ 596 milhões, conforme levantamento mais recente da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe) do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Fonte: Olhar Direto

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Carrefour: rumo ao e-commerce

Posted by Copy Past On julho - 6 - 2009

Tudo indica que o reinado do grupo B2W no comércio eletrônico vai ganhar mais um  concorrente de peso, além das Casas Bahia. Desta vez, é o Carrefour que se prepara para fazer sua estréia no varejo online. Em entrevista exclusiva à Decision Report, Ney Santos, CIO do grupo Carrefour, confirma a estratégia, mas informa que a data de nascimento ainda não foi oficializada. “O Carrefour vai investir na internet debaixo de uma estratégia global. Não é uma estratégia nova”, comenta o executivo que, no passado, foi o principal gestor de TI do concorrente Pão de Açúcar por oito anos.

Ele ainda explica que filosofia do grupo francês é de um negócio de multicanais com diferentes formatos para qualquer categoria de produto e a internet será mais um canal entre os diversos já existentes no grupo (agência de viagem, posto de gasolina, drogaria). A sensação é de que a loja virtual do Carrefour pode nascer com foco numa determinada categoria de produto e ir expandindo de acordo com o comportamento da demanda. É bom lembrar que entre os itens mais vendidos no e-commerce estão os eletroeletrônicos.

Santos não confirma nenhuma hipótese sobre atuação da loja virtual, mas antecipa que essa análise já foi feita. “O mundo internet vai se integrar ao mundo físico, mas não vai ser igual ao mundo físico. O sortimento da loja virtual e a oferta de serviços pode ser um complemento para mundo físico”, sinaliza. Ele ainda revela que o consumidor é multicanal e deseja comprar pela internet, devolver no mundo offline, pesquisar online antes de comprar na loja física, enfim, a integração também é avaliada pela equipe que prepara o e-commerce do Carrefour no Brasil.

Autor: Ceila Santos

Fonte: Decision Report

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Pequenos varejistas se destacam no e-commerce

Posted by Copy Past On junho - 30 - 2009

O comércio eletrônico no Brasil tem apresentado forte crescimento. O segmento registrou taxas de aumento entre 30 e 40% nos últimos anos. Segundo a e-bit, apenas nos três primeiros meses de 2009, o e-commerce brasileiro faturou cerca de R$ 2,3 bilhões, representando um crescimento nominal de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

A confiança que o canal traz ao consumidor e a maior conscientização no ato da compra continuam sendo fatores que contribuem para essa tendência de aumento nas vendas. “Os consumidores estão mais informados a cada dia e orientados a fazerem uma compra com segurança. A tendência é que esse tipo de comportamento continue se alongando nos próximos tempos”, explica o Diretor Feral da e-bit, Pedro Guasti.

Além disso, de acordo com Guasti, enquanto o Brasil não tiver uma taxa elevada de brasileiros com acesso à internet, as chances de aumentar a base de pessoas conectadas são grandes e, consequentemente, de consumidores do e-commerce. O número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho é de 44,5 milhões, segundo o IBOPE Nielsen Online.

Long Tail
O cenário para os varejistas on-line, no entanto, agora se mostra um pouco diferente. Pequenos e médios varejistas – o chamado long tail – estão ganhando espaço entre as lojas virtuais. No mesmo período analisado pelo e-bit, estas empresas registraram um aumento de 1,62% em Market Share.

Em geral, o perfil destes varejistas é composto por empresas que buscam oportunidades de crescimento rápido em nichos de mercado. Para isso, atuam em categorias em que as grandes ainda não estão inseridas, como artesanato, cestas de café da manhã, flores, livros técnicos e artigos de moda.

As ofertas de plataformas de tecnologia para o e-commerce com preços acessíveis são um fator importante para o crescimento. Outra ferramenta de destaque são os serviços de apoio oferecidos por sites como o próprio e-bit, que avaliam as empresas e certificam de acordo com a qualidade, o que ajuda a fortalecer a marca e a confiança do consumidor.

Importância do Marketing digital
Um ponto fundamental é o investimento em Marketing. “Lojas pequenas podem investir em serviços de busca e comparação de preços para posicionar seus produtos ao lado de lojas tradicionais”, explica o diretor geral da e-bit em entrevista ao Mundo do Marketing.

Estratégias como investimento em publicidade on-line e e-mail marketing também são importantes, além do acompanhamento de mídias sociais, para mostrar ao consumidor que a empresa está atenta às novas mídias e tecnologias. “É necessário entender qual sua reputação no mercado, acompanhando comentários e reclamações que os clientes deixam na própria rede. Mas também é importante investir em publicidade para que a marca não fique esquecida na internet”, diz Guasti.

Casos de sucesso
Mesmo com o crescimento do pequeno varejo na internet, a participação deles ainda é tímida. Ao todo, estas empresas representam 9,7% do mercado de e-commerce no Brasil. Dificuldades em investir e aguardar o retorno sobre o investimento a médio e longo prazo, além da falta de conhecimento em relação à marca, são os principais problemas enfrentados pelos pequenos e médios varejistas.

Em compensação, este grupo tem como vantagem a velocidade em poder tomar decisões, aplicando uma ideia e vendo o resultado com maior rapidez. “Os grandes muitas vezes têm presença no mundo off-line e acabam entrando em conflito com o canal de vendas tradicional, o que impede que uma ação mais agressiva no canal on-line”, explica Guasti.

A Giuliana Flores, presente desde 1990 no mercado de flores, inaugurou em 2000 a sua loja on-line ao perceber a importância do e-commerce. Hoje, os números mostram o sucesso da empresa. Em 2004 o site registrou 2.300 vendas por mês e este ano já são 10 mil a cada mês. O acesso ao site também cresceu. Há cinco anos eram 60 mil internautas clicando na loja on-line da Giuliana Flores por mês contra 300 mil atualmente.

Investimento no exterior
Um ano após o lançamento do site, a Giuliana Flores fechou parceria com o Bradesco para fortalecer sua marca. Junto com as faturas do cartão de crédito, o cliente do banco recebia um encarte da marca com os produtos, site e telefone. A ação deu tão certo que até hoje a loja faz parcerias do tipo com bancos e seguradoras.

Segundo o diretor da empresa, Clovis Souza, outra ação recente que teve resultado muito positivo foi divulgar a marca em comerciais na Globo Internacional, durante o intervalo da novela das oito. A iniciativa teve como foco os brasileiros que vivem no exterior.

“Tínhamos uma média de 600 visitas (do exterior) por semana. Depois deste comercial, o número passou para 3.900 visitas, com conversão de 6%. O resultado foi tão positivo que estendemos também para o Dia dos Namorados”, diz Clovis Souza em entrevista ao site.

Parcerias
Para fortalecer ainda mais a marca, a Giuliana Flores adesivou as 280 lixeiras do Aeroporto de Congonhas e já fechou parceria para fazer o mesmo no de Cumbica, ambos em São Paulo. Além disso, como diferencial, a empresa trabalha com produtos de grandes marcas como Kopenhagen, Havana, Amor aos Pedaços e Ofner, que acompanham os arranjos de flores.

Prestes a completar um ano e meio no mercado de cama, mesa e banho, a PorCasa também comemora os bons resultados. Por insistência de Natan Sztamfater – hoje diretor da loja on-line – a marca inaugurou sua loja virtual quatro meses depois da abertura da loja física.

“Hoje ninguém abre uma loja de varejo on-line sem o pensamento de aumentar o volume de vendas. A decisão de abrir apenas uma loja e não uma rede foi justamente porque o peso do investimento seria feito no on-line”, explica Natan em entrevista ao Mundo do Marketing.

Presença em redes sociais
Ações de Marketing Digital e a presença nas redes sociais foram responsáveis pelo crescimento da PorCasa. Os investimentos em links patrocinados do Google chegam a R$ 60 mil por mês. O envio de e-mail marketing e a presença em sites como Buscapé e outros comparadores de preço também auxiliam a divulgação da marca.

As redes sociais funcionam como um termômetro para a empresa que acompanha as avaliações dos consumidores sobre a loja. O retorno das ações aparece nos resultados. No fechamento de 2008, a empresa alcançou um faturamento de R$ 2,6 milhões. Para 2009, a estimativa é de alcançar R$ 5 milhões.

Segundo Natan, o site também traz bons resultados para a loja física. Alguns clientes chegam a escolher os produtos pela loja on-line e finalizam a compra pessoalmente. Por outro lado, a valorização da loja física no site favorece a confiança na marca, a partir do momento em que o consumidor percebe que é uma loja “real”, como diz o diretor da PortCasa.

Natan ainda lembra outro fator que garante o sucesso. “Muitas vezes o pequeno varejista sente dificuldade em crescer no e-commerce porque é necessário um investimento forte. Mas para investir às vezes falta um profissional capacitado. Por isso, a PortCasa investe em seus profissionais. Pessoas da equipe participam de treinamentos específicos para que se familiarizem com o mundo on-line”, diz.

Autor: Sylvia de Sá

Fonte: Mundo do Marketing

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O presidente-executivo do eBay declarou-se “cautelosamente otimista” sobre a economia e os gastos do consumidor, e estimou que o comércio eletrônico vai dobrar nos próximos cinco anos.

Em entrevista ao Reuters Global Retail Summit, John Donahoe estimou que o comércio eletrônico crescerá em ritmo duas a três vezes superior ao do varejo nesse período.

Mas o ambiente econômico incerto, no qual os gastos dos consumidores continuam fracos e os investidores ainda estão nervosos, faz com que o eBay não possa perder tempo demais se preocupando com as flutuações do mercado, disse Donahoe, reconhecendo que as turbulências do mercado poderiam ressurgir.

“Mas o nosso foco, francamente, com uma empresa do nosso tamanho e escala, não pode estar em movimentos de mercado de curto prazo”, afirmou Donahoe. “O que precisamos é aproveitar bem a situação e garantir que ganhemos participação.”

Parte do desafio é revigorar a divisão de mercados do eBay, que parece estagnada. Nela, os usuários podem comprar ou vender produtos, em leilões ou a preço fixo, realizar buscas em classificados e comprar ingressos para eventos esportivos ou shows.

Um novo foco para o eBay –que controla o serviço de pagamento PayPal e o de telefonia via Internet Skype, que deve ser separado por meio de uma oferta pública inicial de ações– é o mercado secundário, no qual a companhia espera lucrar com a venda de grandes volumes de mercadorias novas mas fora de temporada.

“Todo mundo está em busca de maneiras de ampliar as vendas agora”, acrescentou. “Não temos de oferecer incentivos, todos estão em busca de canais alternativos de distribuição.”

O eBay não estava preparado para vender itens em grande quantidade um ano atrás, e os compradores enfrentavam dificuldades para localizá-los no site, mas recentes alterações no formato das listas do serviço resolveram esses problemas, disse Donahoe.

Apesar da sofisticação cada vez maior do comércio eletrônico e das expectativas dos consumidores quanto a sites que ofereçam boa experiência de marca, Donahoe afirmou que uma abordagem mais simples e baseada na barganha entre comprador e vendedor ainda é muito atraente.

Fonte: INFO

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Cerca de 10% dos produtos vendidos no Brasil – tanto os que nunca foram usados como os que já estão no final da sua vida útil – retornam para as empresas. Resultado de uma pesquisa realizada com 188 companhias feita pelo Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), o índice aponta para a necessidade de um maior gerenciamento desse setor.

Para o presidente da entidade, Paulo Roberto Leite, não existe hoje uma correta mensuração desses processos na maior parte das corporações, então, os percentuais podem ser até maiores. A pesquisa mostrou que metade das companhias avaliadas gasta até 5% do faturamento obtido com o retorno dos produtos. Há um crescimento gradativo dos níveis de devolução na medida em que há um aumento da variedade de produtos disponíveis no mercado por diferentes setores. “A conscientização empresarial, até mesmo pela possibilidade de redução dos seus custos, está aumentando nos últimos cinco anos”, diz, otimista.

Um outro levantamento, feito pela Reverse Logistics Association (RLA), apurou que os processos na área de logística reversa chegam a representar entre 3% e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de alguns países. Nos Estados Unidos estima-se que movimente, no mínimo, US$ 360 bilhões anualmente. Entre os motivos de retorno de um produto para a empresa que o produziu está a expiração do prazo de validade, a desistência dos consumidores ou estoque muito grande feito por uma loja de varejo não compatível com o giro registrado. Para ajudar o mercado no monitoramento das mercadorias retornadas, o Conselho de Logística Reversa do Brasil está criando comitês de trabalho para propagar os conhecimentos sobre a coleta e uso desses indicadores. Um dos maiores índices de retorno de produtos é o registrado pelo comércio eletrônico.

A Hermes, empresa que atua no segmento de vendas por catálogo com mais de 10 milhões de clientes no Brasil, mantém há dois anos uma parceria com os Correios para gerenciar todo o processo de logística reversa e melhorar os seus índices. O projeto consiste na coleta do produto na residência do consumidor, troca e encaminhamento ao centro de distribuição. Seu site Compra Fácil possui 200 mil itens comercializados mensalmente. E uma das apostas é justamente no pronto atendimento dos cerca de 4 mil pedidos de troca ou devoluções que ocorrem em todo o País. O cuidado com a logística reversa já resultou em uma redução de tempo médio de retorno dos produtos de 20 para oito dias. Aos poucos, o sistema está se transformando em uma importante ferramenta de fidelização e valorização do cliente, que ao ter uma boa experiência de devolução de produtos adquiridos voltará a comprar pela internet. Dentro desse conceito, uma das áreas que mais cresce é a do pós-consumo, incentivada por questões ambientais. O Brasil ainda corre atrás para alcançar os níveis de coleta registrados hoje nos EUA e na Comunidade Europeia.

Colombo usa intranet para gerenciar operações

Nas Lojas Colombo, o sistema de gerenciamento da logística reversa envolve tanto as lojas físicas como as virtuais. Nas compras feitas pela web, como acontece de uma forma geral em todo o País, o índice de devolução é maior. O nível de arrependimento é mais alto, já que os consumidores não têm a oportunidade de ver e degustar os produtos. Nas lojas físicas, as devoluções são motivadas, normalmente, por defeitos de qualidade.

O gerente-geral de logística da empresa, Antonio Reverbel, explica que a Colombo costuma tentar evitar que o cliente leve para casa um produto com avaria estética. Se mesmo assim, dentro de sete dias, ele tiver interesse em devolver, o trabalho passa a ser focado em tentar entender o motivo e, se possível, efetuar a troca por outra mercadoria. Independentemente de reverter ou não a compra, a Colombo trabalha com um sistema de tecnologia através do qual, na sua intranet, ficam registrados os pedidos e os motivos das devoluções. “Essas informações nos ajudam a orientar as lojas sobre como evitar que isso aconteça”, relata

Autor: Patrícia Knebel

Fonte: Jornal do Comércio

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“O setor que mais utilizou a internet no Brasil foi o setor bancário”, afirma Jack London

Economista, empresário e escritor, Jack London foi o primeiro a entrar no e-commerce no Brasil criando o site Booknet. Sua frase mais famosa – “No século 21 a ignorância será uma opção e não mais uma condenação” – traduz bem o clima de seu palestra durante a 13ª Convenção do Comércio e Serviços do Rio Grande do Norte, realizada semana passada em Natal. Com bom humor, o palestrante trouxe para a plateia de empresários as expectativas do comércio eletrônico para os próximos anos e apresentou formas de como o varejo poderá se utilizar (e já se utiliza) de recursos que a internet oferece. Um exemplo disso é o Twitter, sistema de micro-blogging, que já é utilizado por diversas empresas para divulgar promoções e produtos. Para London, o comércio tradicional como ele existe hoje vai mudar. As lojas vão acabar? Não. Mas quem não entender que este é um momento de transformação da forma de vender está fadado a sumir. E não só o varejo será afetado pela tecnologia que avança cada vez mais rápido: a política, a educação. Telefone fixo, aparelho de fax, CDs e DVDs são exemplos de instrumentos citados por ele que desapareceram ou vão desaparecer com a evolução de novos meios tecnológicos. Nessa entrevista à TRIBUNA DO NORTE, Jack London fala sobre o panorama mundial da internet e como ela vai revolucionar cada vez mais a vida dos consumidores e empresários.

No momento em que se fala o tempo todo em crise econômica, com a revolução tecnológica o comércio tradicional também entra em crise?

Eu acho que essa crise que estamos vivendo tem dois lados. A gente percebe isso com a forma dos chineses se expressarem: o ideograma deles para a palavra crise é “caos” mais “oportunidade”. Ou seja, toda crise desse tamanho também traz muitas oportunidades. A gente sempre vive crises, vamos viver, a vida é assim. Mas as oportunidades que nascem depois delas são muito grandes. E acho que uma das oportunidades que temos agora é repensar a nossa maneira de ver o mundo e como a gente organiza o mundo dos bens e serviços. Estávamos chegando no limite da depredação de meio ambiente, da incapacidade de compreendermos e imaginarmos a continuidade. Uma economia eminentemente baseada no crescimento é um ideia absolutamente destrutiva. Não pode haver crescimento permanente, ilimitado. Então, nessa retomada da economia, a a utilização dos meios tecnológicos vai ser vital. Você vai ver cada meio sendo usado. O comércio eletrônico vai crescer muito e a utilização dos equipamentos será cada vez maior. Gente que mesmo hoje estava fora do comércio eletrônico, na hora que essa crise começar a se transformar em oportunidade vai verificar que a maneira como trabalha, como aborda o mundo, vai precisar cada vez mais dos meios eletrônicos.

Mas então as lojas físicas como conhecemos hoje e os centros de consumo como os shoppings estão fadados a acabar?

Não. Não vão acabar, não. Eu sustento a tese de que nada vai acabar. Por exemplo, o teatro. Até o começo do século 19, nenhuma pessoa saía de casa no Brasil para se divertir se não fosse para ir ao teatro. Você pega as estatísticas e vê que 100% dos brasileiros, principalmente nas grandes cidades, saíam de casa para ir ao teatro. Por quê? Porque só havia o teatro. Aí veio o cinema, a primeira tecnologia industrial. Muita gente disse o seguinte: “Quando o cinema se impuser, o teatro acaba”. O teatro não acabou. Mas ele mudou. Ele se tornou uma forma de entretenimento marginal. No Brasil hoje, por exemplo, menos de 0,5% das pessoas que saem de casa para se entreter vão ao teatro. Mas o teatro acabou? De jeito nenhum. Mas é o mesmo que era antes? Não é mais. Vamos dar exemplos de algumas coisas que já impactaram no comércio. Vou citar um modelo de comércio que são as lojas de linha branca. No Rio de Janeiro e São Paulo, temos a Lojas Americanas. Como era o modelo delas antes da internet? Era sinônimo de grandes lojas, de 2 mil, 2,5 mil, 3 mil metros quadrados, com milhares de mercadorias lá dentro. A Lojas Americanas não abre uma unidade desse tamanho há dois anos. Eles agora criaram um modelo que se chama Americanas Express, que já tem em Recife. É uma loja de 400 metros com uma placa enorme na parede dizendo: “200 mil produtos você encontra no nosso site na internet”. E aí a loja tem uma bateria de computadores para você comprar esses 200 mil produtos. Acabou o modelo da Lojas Americanas? Acabou a Lojas Americanas? Não. Mas é outra, mudou. 30% das vendas são feitas pela internet.

Quem não mudar então está fadado a sumir?

Sim. Os shoppings que você perguntou. Eles vão ser cada vez mais entretenimento e alimentação. Entretenimento de qualidade. Os cinemas atuais também vão todos morrer porque só existirão salas 3-D. Hoje temos condição de produzir uma imagem de tela grande em casa, mas ainda não temos 3-D. Lojas de produtos serão cada vez menos. Esse fenômeno a gente já vê em Rio de Janeiro e São Paulo. Há vários shoppings que passaram de lugares de lojas para áreas de entretenimento e alimentação. A única coisa que a internet não mexe hoje é a alimentação. Isso porque ainda não dá para gente comer virtualmente. Mas qualquer dia alguém descobre como é que faz isso.

O senhor cita grandes centros como o Rio de Janeiro e São Paulo. Mas no Brasil como um todo o comércio eletrônico já é uma ferramenta bem difundida?

Sim, com certeza. Existe um site chamado E-bit que dá as estatísticas de comércio eletrônico do Brasil inteiro. Existem alguns itens em que 60% das vendas já são feitas pela internet. Sabe quais são as cidades que mais compram hoje pela internet? Não são as grandes. São as médias. Campinas (SP), por exemplo, é campeã brasileira de compras pela internet. Mas isso é fácil explicar: o morador de classe média para alta, instruído, com recursos. Mas o comércio de Campinas não tem a mesma qualidade de produtos que o comércio de São Paulo, capital. Então aquele cidadão tem o mesmo padrão de consumo da capital, mas não tem o produto para consumir ali. Ele então vai buscar o que procura na internet. Campina Grande, na Paraíba, tem um índice enorme de compras pela internet. Brasília é uma coisa impressionante (em matéria de comércio eletrônico). É curioso isso. E esse hábito está se espalhando pelo país.

Essa é uma tendência mundial. Mas quais vantagens do comércio eletrônico hoje tanto para quem compra quanto para quem vende?

Para quem vende é uma redução de custos monumental. Quando a gente fala em comércio eletrônico a gente sempre fica na cabeça com a ideia de calças, camisas, relógios, produtos. Mas o setor que mais utilizou a internet no Brasil foi o setor bancário. São transações eletrônicas comerciais. Sabe quanto do movimento bancário do brasileiro hoje é feito pela internet? 78%! Os bancos mudaram suas vidas e de seus clientes. Aquela coisa da ação presencial no banco está se acabando. Cada vez mais as pessoas vão menos ao banco, os bancos são cada vez menores, são cada vez menos agências de bancos. E o estímulo que o banco te dá para que seja utilizada a internet ajuda nessa mudança de perfil. Há produtos que, se você fizer a transação pela rede, a taxa que você paga é metade da que você teria. Os bancos reduziram a quantidade de funcionários. Eram 600 mil bancários e hoje são 405 mil.

Em sua palestra durante a 13ª Convenção do Comércio e Serviços, o senhor citou algumas ferramentas bem atuais da tecnologia como é o caso do Twitter.

Como uma empresa varejista pode se utilizar de um meio como esse hoje?

É muito simples. É só entrar no site, se cadastrar e começar a fazer ofertas na rede pelo Twitter, por exemplo. Descrever o funcionamento da loja, inserir ofertas. Ao invés de inserir suas notícias pessoais, você insere as notícias da loja.

Existem exemplos desse uso do Twitter aqui no Brasil e que esteja sendo bem sucedido?

Sim. Temos vários que têm funcionado muito bem. Grandes jornais já estão todos no Twitter, as revistas, alguns magazines. Se não me engano, o Ponto Frio já está no Twitter. Acaba virando uma coisa comercial. Você cria lá o perfil: “Este é o Twitter do Ponto Frio” e coloca: “Nas próximas duas horas, nas lojas de não-sei-onde vai ter um desconto de 70% nos produtos. Tem que dizer que entrou no Twitter”. Pronto e aí, vai…

Então as empresas vão cada vez mais utilizar esses serviços para se beneficiar e crescer?

Sim. Daqui há dez anos, não haverá política sem internet. A próxima eleição já será altamente influenciada pelo uso da internet. O exemplo do (Barack) Obama está se espalhando pelo mundo inteiro (Durante a eleição presidencial nos Estados Unidos, o atual presidente utilizou o Twitter como uma de suas ferramentas do pleito não só para que os eleitores o “seguissem” no site, mas também para arrecadar fundos para sua campanha). A capilaridade que a internet permite em termos de adesão, em termos de coordenar as coisas é enorme. Hoje se pode fazer um comício pela internet para um bilhão de pessoas.

Essa tecnologia e mudanças são positivas na sua opinião para o comércio?

Acredito que são muito positivas, sim. Elas cada vez trazem mais bolsões de pessoas para participar do consumo. O que era o comércio no Brasil há 20 anos? Era um comércio de elite só. Apenas uma alta camada da população comprava. O que era a educação há 20 anos? O que era a política? E por aí vai. A tecnologia no caso ela é mero instrumento. Ela não muda nem a política, nem as ideias nem a forma de governar. Há quem ache por exemplo que a política termina com a corrupção. A gente vê isso nos jornais o tempo todo. Ela não termina com a corrupção. A corrupção é do ser humano. É como a internet que também pode ser um instrumento para combatê-la. É o exemplo de ONGs que mantém sites como o Contas Abertas. Quando que um cidadão ia ter acesso a uma informação daquelas? Quero saber quanto o governo do Amazonas gastou no último ano com estradas: ele coloca na tela em um instante como informação. E o que é isso como instrumento de pressão política?

Mas essa tese de que a internet permite um acesso maior da população às informações, não se torna falha quando a gente sabe que poucos lares brasileiros estão ligados à rede hoje?

Essa frase também está ficando antiga. O acesso maciço da internet não será mais por essas maquininhas que estão em nossos lares. Será por outra que carregamos no bolso (celular). Praticamente todos os brasileiros têm celular, todos! É normal. Em Portugal, cada cidadão tem dois aparelhos, em média. Na Coréia do Sul, são três. Agora daqui há três anos, o aparelho celular que eu carrego vai virar lixo. Como já virou na Coréia, como já virou em Portugal. E os celulares no futuro sairão de fábrica com acesso à internet.

O senhor não acha que as pessoas acabam perdendo sua privacidade no meio de tanta tecnologia?

Sim, perde. Se você quer conhecer mais, ao mesmo tempo você precisa ser mais conhecido. As pessoas têm que saber quem você é. Não adianta mentir e dizer que não perde privacidade com esse mundo digital.

Mas com isso o senhor acha que mais à frente as pessoas podem ter uma tendência de retorno para buscar mais privacidade?

Sim, claro. Podem haver grandes dificuldades. Mas isso acontece cada vez que você lida com tecnologia. Você sabe mais que seu pai; seu pai sabe mais do que sabia seu avô. É um caminho

Autor: Vinícius Albuquerque

Fonte: Tribuna do Norte

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