Notícias e Treinamentos sobre Comércio Eletrônico

“O fim do digital” – uma reflexão sobre o on e o off line

Posted by Copy Past On novembro - 24 - 2009

A cada dia surgem novas e surpreendentes formas de provar que não há mais divisão entre os mundos online e offline. E o desenvolvimento de tecnologias baseadas na plataforma open source está acelerando o processo de catequização (ou despertar) daqueles que ainda não conseguiram refletir sobre o assunto e notar que a expressão “estou online” já pertence ao passado. Para exemplificar, trago o Nearest Tube: aplicativo para os usuários do Iphone 3GS, que tem como funcionalidade apontar em tempo real quais são as estações de metrô londrinas mais próximas de você e mostra a distância a ser percorrida para chegar até uma delas, de acordo com a sua localização.

O exemplo é gringo, mas a discussão em torno do ON=OFF já chegou forte por aqui. Marcelo Tripoli, CEO da Ithink e um dos principais entusiastas do mercado digital brasileiro, vem usando a expressão “o fim do digital” para esclarecer o estágio de evolução comunicacional que o homem está passando. E para demonstrar o quanto a vida digital está presente, e merece ser discutida, a hot shop de estratégia em comunicação Limo Inc preparou em parceria com a Ithink um documentário que instiga estes conceitos e alerta para este processo “inegável e irreversível”.

ma vez que o sucesso da propaganda do Sec. XXI está atrelado à oferta de serviços, conteúdo, e entretenimento, se faz necessária a imersão neste universo para compreender o que as marcas podem oferecer para adicionar valor às pessoas dentro das possibilidades do mercado digital. Lembre-se, a forma como as marcas se comunicam com o seu consumidor mudou. Ou você se apressa para agregar valores à vida dos indivíduos, e assim gera conversações favoráveis, ou vai acabar comendo poeira.

Autor: Brunno Apolônio

Fonte: Ideavertising

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E-commerce prevê 4 milhões de novos consumidores

Posted by Copy Past On novembro - 18 - 2009

O comércio eletrônico prevê fechar 2009 com um faturamento de R$ 10,5 bilhões e 4 milhões de novos e-consumidores. Na avaliação de Sandra Turchi, superintendente de Marketing da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a facilidade da classe C em obter cartões de crédito e parcelar suas compras, nos últimos anos, tornou-se um elemento importante para o comércio digital.

Segundo Sandra, o e-commerce é um grande impulsionador de negócios, inclusive entre as Pequena e Micro Empresas (PMEs). “O Brasil apresenta 11,5 milhões de compradores on-line, com um tíquete médio de R$ 323 por compra. Para o Natal, a tendência é que a média chegue a R$ 346″, destaca, acrescentando que os prazos de pagamento são mais longos do que em lojas físicas, o que viabiliza as compras.

Sobre as PMEs, Sandra ressalta que, enquanto 90% das grandes empresas utilizam internet, essa porcentagem cai para 71% no setor. “É fundamental que as PMEs explorem o universo digital. Atualmente, 80% da renda obtida em e-commerce pertencem às grandes empresas do setor. Temos que ampliar sua participação, de 20% a até 30% em 2010″, observa.

O comércio eletrônico apresenta inúmeras vantagens e oportunidades, como significativa redução de custos comparando às lojas físicas, além de estar disponível 24 horas e em qualquer lugar do mundo. Entretanto, há pontos a serem revistos para que os consumidores sintam-se mais à vontade para efetuar compras on-line. Entre eles, a confiança nos serviços financeiros de pagamento, além da segurança e cumprimento de prazos nas entregas.

A possibilidade de comercializações via internet já é considerado um diferencial de empresas entre seus concorrentes. Entretanto, isso não basta: “é necessário inovar dentro do leque de opções, especialmente, as ferramentas disponíveis no website. Isso inclui disponibilidade de catálogos, listagens, suporte técnico, além das redes sociais – a tão comentada web 2.0. Esses fatores são considerados primordiais para a presença digital, pois seguem uma das principais premissas dos executivos da área, de que “a melhor maneira de encontrar seu cliente é ser encontrado por ele”, finaliza.

Fonte: Investimentos e Noticias

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Ebook Tudo o que você precisa saber sobre Twitter

Posted by Copy Past On agosto - 27 - 2009

Release Oficial

O que é Twitter? Para que serve? Por que todo mundo só fala nele? Como fazer parte da tuitosfera? Essas dúvidas que muita gente tem, mas não sabia para quem perguntar, agora já podem ser respondidas. Elas estão no primeiro guia online sobre a ferramenta. “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)” foi lançado pela Talk Interactive nesta segunda-feira (10/08) por meio do Twitter, é claro (http://www.twitter.com/lets_talk). O conteúdo ficará disponível na internet sob licença Creative Commons, permitindo que qualquer pessoa leia, repasse e ajude a atualizar o livro colaborativamente.

Download em resolução:

Tudo o que você precisa saber sobre Twitter – Baixa 3 MB
Tudo o que você precisa saber sobre Twitter – Média 6 MB
Tudo o que você precisa saber sobre Twitter – Alta 10 MB.

Com 46 capítulos, o livro é dividido em três categorias: Tudo o que você precisa saber; Negócios, jornalismo e política; Uso avançado do Twitter. Trata-se de um manual prático com orientações sobre como encontrar pessoas, o que é seguir e ser seguido e como o serviço pode ser utilizado de forma simples e eficiente. “O Twitter está crescendo muito no Brasil. Cada vez mais, novos usuários entram nesta rede, aumentando sua relevância. Mas as dúvidas sobre o Twitter ainda são muitas. Por isso tivemos a idéia de produzir um manual prático. O material vai ajudar muita gente”, diz Luiz Alberto Ferla (@ferla), CEO da Talk Interactive.

Segundo Ferla, o conteúdo tem ainda importantes dicas para quem deseja utilizar a ferramenta para fins corporativos e até para ações em campanhas políticas.

“O livro vai do básico ao avançado, abrangendo todos os níveis de conhecimento a respeito da ferramenta”

A idéia do livro surgiu e foi desenvolvida dentro da Talk a partir das dúvidas que muitas pessoas têm em entender essa ferramenta e também sobre a dificuldade de muitos tuiteiros em definir o serviço.

“É difícil explicar o que é o Twitter para alguém com noções básicas de uso da Web. Você pode, por aproximação, dizer que é uma mistura de blog e MSN ou pode ser específico e falar que é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos, no compartilhamento de links e na possibilidade de busca em tempo real, mas dificilmente isso convencerá o seu interlocutor a usar o serviço”, diz Juliano Spyer (@jasper), redator da obra e integrante do time da Talk.

Prefácio colaborativo

Com mais de 200 mil seguidores no Twitter, ninguém melhor do que Marcelo Tas para prefaciar um livro sobre a ferramenta. Mas a condição para aceitar o convite foi a de que os internautas também participassem da discussão para melhor definir o que é o serviço. Dessa colaboração nasceram pérolas como:

  • O Twitter é para o mundo o que a praça é para uma cidadezinha. @_Jeyson
  • O Twitter é como pátio de hospício, cada um falando “sozinho”, eventualmente alguém responde. @saintbr
  • Não consegui explicar até hoje para o meu chefe. @joycemescolotte
  • O Twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas

Dados do livro

Título: Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar)
Criação: Talk Interactive
Páginas: 110
Licença: Creative Commons
Classificação: Twitter, redes sociais, Web, comunicação, tecnologia.

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Quer pagar quanto?

Posted by Copy Past On agosto - 25 - 2009

Frederico Wanderley, CIO da Casas Bahia, levou o estilo popular da rede de lojas para a web.

Repetir na internet o sucesso da Casas Bahia com as classes C e D é o desafio da loja online da rede varejista — e do CIO Frederico Wanderley, de 62 anos. Desde 1993 à frente da área de tecnologia da empresa, ele e sua equipe levaram cerca de três anos planejando o site, que acabou só estreando em fevereiro, bem depois dos concorrentes. Vídeos no YouTube e nuvens de tags são alguns dos recursos usados para ajudar os consumidores no processo de compra. Do centro de tecnologia, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, Wanderley falou à INFO sobre a loja online.

INFO – As classes C e D estão comprando na loja online da Casas Bahia?

WANDERLEY – O site foi desenvolvido para as classes C e D, que são o foco da Casas Bahia, mas todas as camadas da população estão comprando. Saem desde pen drives de 19 reais até TVs de 60 polegadas. Nos surpreende a quantidade de brasileiros que acessam o site a partir de outro país. Eles compram produtos para seus parentes que moram aqui e que podem fazer a retirada na loja. Esse é um diferencial da Casas Bahia. A pessoa pode comprar no site e retirar na loja física.

INFO – E quem mora onde não há Casas Bahia?

WANDERLEY – A loja virtual só vende para regiões onde há lojas físicas, porque o pós-venda é importante para nós. A finalidade da loja virtual é ser extensão da loja física, o que significa levar o produto na casa do cliente, montá-lo e retirá-lo se preciso. Além disso, a devolução de material enviado para regiões onde não estamos presentes teria um custo alto.

INFO – Por que a demora em estrear no e-commerce?

WANDERLEY – Em termos de instalações e tecnologia, estávamos prontos há anos, mas foi uma estratégia da empresa não ter pressa e primeiro entender as demandas do mercado. Ficamos anos debatendo, pesquisando, entendendo as necessidades da nossa freguesia.

INFO – Vocês fizeram pesquisas para entender o seu público na web?

WANDERLEY – Sim, nas pesquisas que fizemos com as classes C e D o grande anseio é o da população em geral, ou seja, medo de colocar o seu cartão de crédito na internet. Mas oferecemos todas as formas de pagamento presentes em qualquer site virtual, além do uso de cartões de crédito da Casas Bahia. São mais de 5 milhões de cartões Casas Bahia, que permitem parcelar a compra em até 24 vezes. Isso facilita o acesso das classes menos favorecidas.

INFO – O número de acessos está dentro do esperado?

WANDERLEY – A loja começou a funcionar em 2 de fevereiro e menos de 100 dias depois já tínhamos um fluxo maior do que muitos portais. Em abril, foram 2,2 milhões de visitantes únicos. Em vendas, a meta é responder por 1% a 2% do faturamento total da empresa em um ano.

INFO – O site faz ofertas personalizadas?

WANDERLEY – Fazemos e-mail marketing e entre 25 e 30 ofertas relâmpago diariamente na mídia tradicional. Elas valem para todos os clientes. Não seria justo fazer promoção diferenciada em um ambiente. Imagine a frustração de um cliente ao descobrir que alguém comprou mais barato porque recebeu uma promoção por e-mail enquanto ele pagou mais caro pelo mesmo item na loja física.

INFO – Vocês usam recursos como Twitter e redes sociais?

WANDERLEY – Temos um canal no YouTube (www.youtube.com/user/Casasbahia), com vídeos de vários produtos. Esses vídeos podem ser baixados também na loja virtual, na página do produto. Começamos com 100 vídeos, mas a ideia é aumentar. É como se o cliente fosse atendido por um vendedor online, que apresenta a mercadoria. Testamos todas as possibilidades de inovação tecnológica, inclusive orkut e Twitter. Mas não vamos perder tempo com modismos. Senão, você perde o foco e compromete a agilidade na compra. Este absurdo merece o destaque certo ? (Roberto Camargo)

INFO – A tecnologia de logística é diferente para a internet?

WANDERLEY – Nossa logística normal já é tecnologia de ponta e estávamos prontos para suportar a loja virtual. Usamos mainframe com Linux, o que é uma grande vantagem. Simplesmente colocamos o site como uma filial a mais, usando toda a logística usual da empresa. Nessa área, novas tecnologias surgem todo dia. Há tempos estamos desenvolvendo, por exemplo, um projeto para o uso de RFID em nossos depósitos, lojas e centro de distribuição. Em dezembro passado, fizemos piloto na superloja do Anhembi (SP), onde chegamos a ler mais de 250 mil itens por meio dessa tecnologia.

Autor: Ana Lúcia Moura fé

Fonte: INFO

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Cores no Comércio Eletrônico

Posted by Copy Past On agosto - 24 - 2009

Alguma vez na vida você já participou de uma discussão sobre o uso de cores em iniciativas de comunicação?

cores-no-comercio-eletronico

Não tem nada mais irritante do que uma discussão sobre o uso de cores com alguém que não conhece os significados de cada cor.

“Eu acho que o amarelo vai ficar bom”

“Não gostei do verde, o vermelho vai ficar bonito”

“Laranja é muito chamativo, coloca preto”

“Branco é morto, coloca verde com azul”.

A verdade é que o seu chefe deveria te dar um belo de um aumento por conseguir manter o bom humor nessas horas.

O que não falta nos escritórios por aí são gurus que acham que entendem de cores. Entretanto, as cores tem significados específicos, e quando bem aplicadas no comércio eletrônico podem ajudar significativamente os negócios da sua loja virtual.

Quando o assunto for cores, ouça a voz de um designer profissional, não vá pelo chutômetro.

O “feeling” no mundo dos negócios é essencial, todos temos que ter e usar de vez em quando. Mas, quando começamos a falar sobre um assunto técnico, como o uso de cores, deixe a técnica e experiência dos designers guiarem o seu feeling.

A escolha da combinação correta de cores para o template principal da sua loja virtual é quase tão importante quanto a escolha do domínio do seu web site. Essa combinação de cores vai determinar o “humor” da sua empresa, e consequentemente atrair ou afastar os visitantes.

Cada cor tem um significado, confira:

Preto – é a cor dos fortes. É a cor da autoridade, estabilidade e poder. O preto está associado a elegância e o luxo clássico. O preto faz as outras cores parecerem que pertencem a um todo e ajuda a criar uma atmosfera de mistério. Uma vez que provoca grandes emoções, o uso exagerado do preto é muito pesado para os visitantes da sua loja virtual, portanto é importante diluir o uso do preto adicionando cores brilhantes.

Branco – é associado com a inocência, pureza e simplicidade. É a calma e estabilidade que o seu web site precisa.

Vermelho – é a cor do amor, paixão, excitamento, agressividade e energia. É a cor que estimula todos os tipos de apetites. É uma cor indispensável para o comércio eletrônico de produtos para adultos.

Azul – é a cor favorita da maioria das pessoas. É associada a calma e confiança. O azul escuro é ideal para os negócios porque simboliza a estabilidade financeira, profissionalismo e fidelidade. Por exemplo, azul e branco é uma boa combinação de cores para lojas virtuais que desejam construir redes sociais e comunidades.

Amarelo – entende felicidade, brilho, entretenimento. A cor amarela ajuda o seu cérebro a liberar serotonina, que faz as pessoas se sentirem felizes e cheias de energia. O uso do amarelo no lugar certo e na quantidade certa pode se tornar uma poderosa ferramenta para atrair novos clientes.

Verde – é conhecida por ser uma cor associada ao relaxamento, natureza, dinheiro e saúde. O verde provoca um efeito de calma e prazer aos sentidos das pessoas.

Laranja – é a cor associada com diversão, prazer, energia e calor. Um fato interessante é que pode fazer produtos caros parecerem mais baratos.

Ouro – é considerada a cor que simboliza a riqueza. Ter alguns componentes dourados no seu design trará a ele um visual clássico e irá chamar a atenção dos visitantes.

Cinza – é uma cor associada a coisas práticas e sólidas. A cor cinza representa a alta tecnologia. O cinza é uma cor excelente, mas o uso exagero dessa cor no design pode dar ao seu web site um ar aborrecido e denso. Entretanto, a adição de alguns elementos do cinza a sua loja virtual trará a solidez necessária para o web site.

Quando chegar o momento de escolher o template-base para a sua loja virtual, dê uma atenção muito especial a combinação de cores, a qual deve ser uma cominação harmoniosa e selecionada de acordo com o significado que as cores tem para as pessoas.

E aqui começa outro problema: ao conhecer o significado das cores, as pessoas ficam com vontade de usar todas elas com medo de deixar algum cliente de fora ou perder alguma sensação.

Por isso, é importante conhecer alguns princípios básicos sobre combinação de cores para te guiar para a direção certa:

  1. Combinação monocromática – é baseada na combinação de diferentes tonalidades da mesma cor (por exemplo, azul claro e escuro). A combinação monocromática dá a loja virtual um visual integrado e prazeroso.
  2. Duas cores – é baseada no uso de cores que fazem constraste entre si. É a combinação entre uma cor quente e uma cor fria que trará um visual vivo e novo para a sua loja virtual.
  3. Três cores – é baseada no uso de cores distribuidas igualmente no template da sua loja virtual.

Vamos agora conferir alguns exemplos práticos bem sucedidos do uso de cores no comércio eletrônico:

Exemplo 1:
GamesTown, loja de games, combinação de três cores, preto,verde e vermelho (incluindo laranja)

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Exemplo 2:
Apple Store, loja de produtos de alta tecnologia, cinza e branco, uso moderado do cinza para não cansar o visitante.Contraste com o branco que traz calma e serenidade.

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Exemplo 3:
Submarino, loja de departamentos, template monocromático baseado em diferentes tonalidades do azul. O template monocromático é recomendado para lojas de departamentos que possuem uma quantidade muito grande de produtos. O template monocromático evita a competição desnecessária das cores do comércio eletrônico com as cores dos variados produtos que a loja oferece.
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Exemplo 4:
Armani, predominantemente preto, a cor da autoridade, poder, liderança.
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Exemplo 5:
Amazon, duas cores, laranja e azul.
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A grande maioria das lojas virtuais usa a cor vermelha para destacar produtos em promoção. Na contra-mão de todos, a Amazon usa o laranja na hora de mostrar promoções, ofertas e provocações para levar o cliente a comprar.

Autor R.J. Magalhães

Fonte:  iDeia para seu Negócio

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Site de vendas se torna vício na China e movimenta fortuna

Posted by Copy Past On agosto - 11 - 2009

Nos meses que antecederam sua formatura universitária, em junho, Yang Fugang dedicou seu tempo a atividades extrauniversitárias: a administração de uma loja online que vende cosméticos, xampus e outros produtos que eles muitas vezes compra de fábricas locais em Yiwu. Hoje, sua loja online no Taobao.com – o mercado online chinês de mais rápido crescimento – conta com 14 funcionários, dois armazéns e gera pilhas de dinheiro.

“Jamais imaginei que fosse me sair bem assim”, disse Yang, 23 anos, que no passado ganhou US$ 75 mil.
“Comecei vendendo tapetes para ioga, e agora vendo muita maquiagem. As margens de lucro são mais altas”.

A febre do Taobao varreu a escola de Yang, a Faculdade Industrial e Comercial de Yiwu, cujos administradores informam que um quarto dos 8,8 mil estudantes hoje administram uma loja no mercado online, muitas vezes trabalhando de seus alojamentos universitários.

Em toda a China, milhões de outras pessoas – formandos universitários, comerciantes e aposentados – também estão recorrendo ao Taobao para vender roupas, celulares, brinquedos e quase tudo mais que encontrem em lojas e mercados de atacado locais, ou até que consigam contrabandear para fora das fábricas.

Analistas de internet afirmam que esse florescente mercado – que lembra os dias iniciais do eBay, quando os norte-americanos começaram a esvaziar seus sótãos por meio de leilões online – fez do Taobao uma das mais procuradas empresas de internet da China.

Embora exista apenas seis anos, o Taobao (palavra chinesa que significa “procurar tesouros”) já conta com 120 milhões de usuários registrados e 300 milhões de produtos em oferta. No ano passado, seus comerciantes movimentaram quase US$ 15 bilhões.

A empresa alega que as vendas de seu site já superam as de qualquer outro grupo chinês de varejo. E, dizem especialistas em internet, as vendas totais do grupo devem superar as da Amazon.com este ano, chegando na US$ 19 bilhões.

“Esse é o novo grande segmento na Internet da China”, disse Jason Brueschke, analista de Internet no Citigroup de Hong Kong. “É uma mistura de eBay e Amazon.com”.

Como o eBay, o Taobao não vende nada diretamente; simplesmente permite que vendedores encontrem compradores. O mercado tem posição forte na China porque boa parte do país ainda conta com recursos de transporte insuficiente, e algumas autoridades dão preferência a redes estatais de varejo, o que torna o sistema de comércio ineficiente.

A recessão mundial também deixou as fábricas, que vinham operando em ritmo superaquecido, com imensos estoques de produtos que o restante do mundo já não parece querer.

Os chamados “viciados em Taobao” estão ajudando a economia desacelerada a retomar o ímpeto. “Não consigo viver sem o Taobao”, disse Zhang Kangni, estudante de pós-graduação em Xangai. “Para começar, é mais barato. Encontrei um vestido em uma loja de Xangai. É uma marca de Hong Kong, e custava US$ 175. No Taobao, encontrei o mesmo vestido por US$ 33″. Mas os céticos perguntam se o Taobao terá mesmo a capacidade de lucrar e de emergir como uma verdadeira potência na internet.

A empresa ainda não abriu seu capital, e portanto não revela informações financeiras, mas anunciar produtos no Taobao é gratuito, e a empresa não recebe comissão sobre as transações. Quase toda a receita de US$ 200 milhões que a empresa apresenta deriva de publicidade; o grupo diz que a receita basta para cobrir com folga todas as suas despesas operacionais.

A empresa tem recebido críticas, no entanto, por contribuir para com o florescente comércio de bens falsificados. O Taobao rejeita essas alegações, afirmando ter em vigor um novo programa que está reprimindo de maneira efetiva a venda de produtos falsificados.

Os executivos da empresa também afirmam que ela está posicionada para obter fortes lucros, mas que a prioridade inicial para eles é a de criar uma comunidade online.

“Nossa visão para o Taobao é a de construir um paraíso para os consumidores, no qual as pessoas possam fazer compras e se divertir online”, disse Jonathan Lu, o presidente do grupo. “Caso tornemos a companhia cada vez melhor, os lucros surgirão naturalmente”.

A confiança dele quanto ao futuro da Taobao deriva da linhagem do grupo. Trata-se de uma divisão da Alibaba, um conglomerado de Internet desenvolvido por Jack Ma ao longo dos últimos 10 anos, com forte apoio financeiro do Yahoo, Goldman Sachs e do Softbank Group, do Japão. O Yahoo controla cerca de 40% do Alibaba.

O Alibaba.com, o principal serviço do grupo, conecta pequenas empresas de todo o mundo a exportadores chineses. O Taobao.com faz coisa semelhante por consumidores interessados em vender a outros consumidores.

O Taobao.com foi criado em 2003, e no começo não era visto como sério candidato ao sucesso, porque fornecer serviços gratuitos não era visto como bom modelo de negócio. Mas o site não demorou a decolar, e o eBay, que até então dominava o mercado chinês, fechou sua unidade no país em 2006, mencionando perda de mercado e um crescente prejuízo. Hoje, o Taobao.com controla 80% do mercado do mercado chinês de comércio eletrônico, de acordo com a iResearch.

Yang, o vendedor online de cosméticos, se tornou um herói no campus de sua faculdade. Ele alugou dois armazéns, nos porões de dois conjuntos residenciais a alguns quilômetros da faculdade.

Em visita a um deles, lotado de caixas de filtro solar Neutrogena, grampos de cabelo, escovas de cabelo e uma ampla variedade de cosméticos, Yang afirma que os negócios não podiam ir melhor. “Em breve atingirei os US$ 150 mil mensais em vendas”, ele disse, abrindo um largo sorriso.

Autor: David Barboza

Tradução: Paulo Migliacci

Fonte: Terra

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M-commerce: “Desconto especial para você”

Posted by Copy Past On julho - 31 - 2009

Se, ao ler o título deste artigo, você pensou “m-commerce não funciona, nunca comprei nada pelo celular e não conheço ninguém que comprou”, então, continue lendo, pois você pode ter boas surpresas, ou melhor, você pode, como eu, ter uma nova visão sobre o conceito de m-commerce.

Antes de entrar no detalhe de m-commerce, vale dividir alguns números sobre o e-commerce brasileiro em 2008, que correspondeu a um faturamento de R$ 8,2 bilhões (30% superior que 2007), atingiu 13,2 milhões de compradores (39% maior que valor de 2007) e teve entrada emblemática das Casas Bahia e Wal-Mart neste “novo” mundo. O gráfico abaixo ilustra bem essa evolução de faturamento dos últimos anos.

2001     –     0,54
2002     –     0,85
2003     –     1,18
2004     –     1,75
2005     –     2,5
2006     –     4,4
2007     –     6,3
2008     –     8,2

Estes números de e-commerce servem apenas para avaliarmos o potencial do m-commerce. Se, atualmente,  possuímos mais de 150 milhões de linhas ativas (tirando a sobreposição de 120 milhões de pessoas com celular) versus 60 milhões de internautas, temos então um mega potencial. Entretanto, com todo este público, como explicar o fato de você não conhecer ninguém que já transacionou pelo celular?

Bom, podemos ter inúmeras respostas. Os sites de e-commerce não estão adaptados para o celular, os cadastros são longos, muitas pessoas acreditam que não existe tecnologia suficiente para que  a transação se torne segura etc. Mas o meu objetivo neste texto é dividir o que eu entendo como conceito de m-commerce, que é qualquer transação de compra e venda de produtos que começa e termina no celular.

Temos alguns exemplos interessantes. O primeiro deles foi simples de ser implementado: a Credicard Citi queria vender cartão de crédito por meio do celular.  Para isso, fechamos um acordo com uma operadora de celular, incluímos um LINK no CHIP dos clientes (sim, podemos remotamente mudar o que está escrito no CHIP do seu celular) com  as palavras CREDICARD CITI. Ao clicar neste link, automaticamente era enviado um SMS  que apresentava uma oferta exclusiva. O cliente precisava apenas clicar no 0800 exibido no texto da mens agem. Ao clicar, a ligação gratuita era efetuada e o usuário poderia adquirir o novo cartão de crédito.

Resumindo: em minutos, sem tirar a mão do celular, o usuário viu o nome do anunciante, se interessou, clicou no link, recebeu mais informações no SMS, se interessou ainda mais, clicou no 0800 do SMS, efetuou a ligação e comprou. Conclusão: na minha visão, o m-commerce foi realizado com sucesso, pois o processo começou e terminou no celular.

Outros exemplos mais ricos já foram realizados. No ano passado, a Polishop fez um vídeo para vender um produto. Ao entrar no portal WAP de uma operadora, o usuário era impactado por um anúncio “Veja o vídeo e ganhe um desconto de R$ 300,00”. Ao ver este vídeo, o consumidor recebia automaticamente um SMS perguntando se ele tinha interesse em adquirir o produto. Ao responder (gratuitamente) o SMS, ele recebia uma ligação do call center da Polishop para efetuar a compra. Fantástico!!! Ainda mais diante de uma lei que restringe o telemarketing ativo.

Voltando aos cases fáceis de serem implementados, e melhor, com cobertura de 100% dos aparelhos, a Editora Abril fez um projeto para vender mais assinaturas de revistas por meio do SMS MKT. Vale lembrar que, esta mensagem publicitária, só pode ser enviada para quem autorizou o recebimento, e as operadoras de celular já possuem hoje milhões de celulares autorizados. A Abril, então, fez uma determinada seleção destas listas autorizadas, já que é possível segmentar por sexo, idade, planos etc. e enviou a seguinte mensagem: “Oferta: Você, cliente Brasil Telecom, assina as revistas da Editora Abril e ganha até um ano a mais na sua assinatura. Ligue agora 0800-7751420”. Neste caso, temos segmentação, relevância e benefício exclusivo. Boas chances de gerar vendas, além de fortalecer o relacionamento entre a operadora e o cliente.

Por fim, aproveitando a repercussão do “fenômeno Ronaldo”, a Shoptimão  comunicou, na final do Campeonato Paulista, o lançamento da camisa comemorativa do Corinthians, que possui 26 estrelas, em alusão aos títulos estaduais do clube (obviamente,  o anúncio foi feito poucos minutos antes do final da partida). Faixas estrategicamente distribuídas e divulgações no placar eletrônico do estádio convidavam os torcedores a ativar o bluetooth em seus celulares. Junto com a imagem havia o número de contato da Shoptimão. Com esta ação,  o torcedor podia comprar a camiseta dentro do próprio estádio. Os resultados puderam ser vistos no dia seguinte. A Shoptimão foi a empresa que mais comprou a camisa comemorativa para revenda e a primeira a esgotá-la em seu próprio site.

Se, ainda assim, você pensa que o m-commerce só acontece quando há transação bancária pelo celular, também já temos isso por aqui. Recentemente, a Livraria Cultura lançou um aplicativo para iPhone que permite consultar preços e comprar livros, CDs e DVDs. O acervo disponível no iPhone é exatamente o mesmo das lojas físicas e virtual e a finalização do pedido pode ser feita no próprio aparelho, com a utilização do cartão de crédito. Eu já usei e, realmente, vale a pena!!!

Bom, vocês puderam observar que existem cases para todos os gostos, com as mais variadas tecnologias, e que proporcionam conveniência e segurança para o consumidor. Agora, da próxima vez que você precisar gerar vendas, comece a considerar o mobile como um caminho interessante.

Autor: Marcelo Castelo (twitter.com/mcastelo) é sócio da F.biz e editor-chefe do www.mobilepedia.com.br

Fonte: Baguete

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Comércio eletrônico entra na mira da fiscalização

Posted by Copy Past On julho - 14 - 2009

O comércio eletrônico está na mira do fisco, que quer apertar o cerco às lojas virtuais que não pagam impostos. Em São Paulo, o governo prepara mudanças na legislação do ICMS para facilitar a fiscalização das operações virtuais. A Receita Federal criou grupo de estudo para também mapear o setor.

As vendas virtuais devem movimentar R$ 10 bilhões neste ano, valor 22% maior do que o negociado no ano passado, segundo estimativas do setor.

Até o fim de agosto, o fisco paulista deve encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto de lei que obriga as empresas que operam na internet a informar dados cadastrais (como endereço e CNPJ) e de vendas feitas pelas lojas virtuais.

É que hoje o fisco tem dificuldade para identificar e localizar quem são os donos dos sites de vendas. Com regras específicas para o comércio eletrônico, a Fazenda paulista entende que será mais fácil saber quem é esse contribuinte virtual e cobrar dele o imposto. O foco das ações do fisco são os sites que operam de forma irregular e driblam o pagamento de impostos, e não as lojas e provedores legalmente estabelecidos.

“Constatamos que há uma intensa mobilidade de endereços virtuais. Um site de comércio abre e fecha, e temos dificuldade em saber quem está por trás dele. Por isso, as informações das empresas que fazem a intermediação de sites [abrigam lojas virtuais e têm participação nas negociações], das que prestam serviços tecnológicos ou hospedam outros sites [provedores e servidores] são importantes para o fisco”, diz Antônio Carlos de Moura Campos, diretor-adjunto da Deat (Diretoria Executiva da Administração Tributária) da Secretaria da Fazenda paulista. “A ideia é que essas empresas façam o mesmo que as administradoras de cartão de crédito: forneçam dados ao fisco.”

“O comércio eletrônico é um setor que tem cada vez mais peso econômico e capacidade contributiva. Merece a atenção do fisco”, diz Luiz Sérgio Fonseca Soares, superintendente da Receita em São Paulo.

Sonegação

Advogados especializados em crimes virtuais, consultores e fiscais não têm ideia do tamanho da sonegação nas vendas pela internet. Mas consideram que o crescimento dos negócios virtuais e o aumento de denúncias de consumidores lesados justificam o cerco a esse setor.

Estima-se que hoje 20 mil sites atuem no país na venda de bens de consumo (exceto carros, passagens aéreas e produtos usados). Há cinco anos, eram 4.000. Um único site de venda de eletroeletrônicos monitorado pela recém-criada Supervisão de Fiscalização de Comércio Eletrônico da Fazenda paulista faturou no ano passado R$ 6 milhões, mas não recolheu um centavo de ICMS. Ao menos mil endereços virtuais serão monitorados.

“O site que vende um produto está sujeito à mesma tributação de uma loja física”, afirma Renato Pei An Chan, supervisor de fiscalização da Deat.

Se as mudanças na lei do ICMS forem aprovadas pela Assembleia, as empresas “hospedeiras” que não prestarem informações (sobre sites que atuam de forma irregular) é que estarão sujeitas a multas e poderão até ser consideradas responsáveis solidárias.

Segundo a Associação Comercial de São Paulo e a Fecomercio-SP, aumentam as reclamações de consumidores lesados em compras on-line. “Recebo semanalmente informações de cerca de 50 sites que querem vender algo, desde remédios até eletrônicos. O comércio virtual é uma realidade e só tende a crescer. O que podemos fazer, por enquanto, é alertar o consumidor a pesquisar os sites e exigir nota fiscal”, diz Marcel Domingos Solimeo, economista da ACSP.

A Fecomercio SP pretende fazer um mapeamento do impacto das vendas eletrônicas informais no comércio físico e marcou para o início de agosto um congresso sobre crimes eletrônicos e formas de proteção.

“Com o avanço da tecnologia, o estelionatário que atua no mundo físico migra para a internet. Temos lei para coibir 95% dos crimes praticados pela internet, seja em transações bancárias, seja no comércio ilegal. Há um universo de 5% que está descoberto, é um mundo sem lei”, diz o advogado Renato Ópice Blum, presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da Fecomercio SP.

O número de pessoas que buscam reparo na Justiça porque foram lesadas em crimes na internet também cresce, diz ele. Há sete anos, 400 processos foram julgados pelos tribunais de Justiça estaduais e federais. No fim de 2008, eram 17 mil. “É preciso criar delegacias, varas e tribunais especializados em crimes eletrônicos e intensificar a fiscalização.”

Autor: CLAUDIA ROLLI e FÁTIMA FERNANDES

Fonte: Folha de S.Paulo

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Oportunidades de negócio na Internet

Posted by Copy Past On julho - 7 - 2009

Brasil tem ambiente de negócios favorável para e-commerce, aponta estudo da IBM.

A divisão de consultoria da IBM e a Unidade de Inteligência da The Economist divulgaram os resultados do estudo E-Readiness 2009, que mede a capacidade de 70 países de absorverem novas tecnologias de informação e usá-las a favor do desenvolvimento econômico e social. O Brasil aparece em 42º lugar no ranking mundial, tendo como diferencial um dos melhores cenários macroeconômicos e de oportunidades de negócios do mundo, pouco alterado diante da turbulência financeira.

Essa situação é sustentada pelo fato de o Brasil ser um dos países com maior índice de empreendedorismo entre os pesquisados, mesmo sofrendo com problemas relacionados a deficiências na infraestrutura e baixa adoção do comércio eletrônico pelos consumidores e empresas de um modo geral. “Apesar de o Brasil vir crescendo consistentemente nesse ranking desde 2005, a conectividade e a infraestrutura de TI ainda são um desafio no país. A baixa adesão à Internet banda larga – devido especialmente a sua pouca disponibilidade e alto custo – é um obstáculo considerável ao crescimento do comércio eletrônico brasileiro”, explica Ricardo Gomez, diretor de consultoria da IBM Brasil.

Dentre os latino-americanos, o Brasil aparece no ranking abaixo do Chile (30º lugar na listagem mundial) e do México (40º). Já entre os países do BRIC, o Brasil está na liderança, apresentando o melhor ambiente geral para o crescimento do e-commerce. A Dinamarca é a líder global com maior presença da economia on-line e o uso de serviços públicos via Internet. E os Estados Unidos, por sua vez, que em 2008 ocupava a 1ª posição, passou para 5ª colocação neste ano

A pontuação E-readiness é uma medida de quão amigável é o mercado local às oportunidades baseadas na Internet. São analisados fatores como educação, experiência online, política governamental, empreendedorismo, inovação, além de consumo de mercadorias e serviços digitais. A pesquisa, elaborada desde 2000, é baseada em mais de 100 diferentes critérios agrupados em seis categorias: conectividade e infraestrutura de tecnologia; política e visão governamental; adoção dos consumidores e empresas às novas tecnologias e ambiente de negócios, cultural e social e legal.

Autor: Ricardo Gomez

Fonte: Cliente SA

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Pequenos varejistas se destacam no e-commerce

Posted by Copy Past On junho - 30 - 2009

O comércio eletrônico no Brasil tem apresentado forte crescimento. O segmento registrou taxas de aumento entre 30 e 40% nos últimos anos. Segundo a e-bit, apenas nos três primeiros meses de 2009, o e-commerce brasileiro faturou cerca de R$ 2,3 bilhões, representando um crescimento nominal de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

A confiança que o canal traz ao consumidor e a maior conscientização no ato da compra continuam sendo fatores que contribuem para essa tendência de aumento nas vendas. “Os consumidores estão mais informados a cada dia e orientados a fazerem uma compra com segurança. A tendência é que esse tipo de comportamento continue se alongando nos próximos tempos”, explica o Diretor Feral da e-bit, Pedro Guasti.

Além disso, de acordo com Guasti, enquanto o Brasil não tiver uma taxa elevada de brasileiros com acesso à internet, as chances de aumentar a base de pessoas conectadas são grandes e, consequentemente, de consumidores do e-commerce. O número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho é de 44,5 milhões, segundo o IBOPE Nielsen Online.

Long Tail
O cenário para os varejistas on-line, no entanto, agora se mostra um pouco diferente. Pequenos e médios varejistas – o chamado long tail – estão ganhando espaço entre as lojas virtuais. No mesmo período analisado pelo e-bit, estas empresas registraram um aumento de 1,62% em Market Share.

Em geral, o perfil destes varejistas é composto por empresas que buscam oportunidades de crescimento rápido em nichos de mercado. Para isso, atuam em categorias em que as grandes ainda não estão inseridas, como artesanato, cestas de café da manhã, flores, livros técnicos e artigos de moda.

As ofertas de plataformas de tecnologia para o e-commerce com preços acessíveis são um fator importante para o crescimento. Outra ferramenta de destaque são os serviços de apoio oferecidos por sites como o próprio e-bit, que avaliam as empresas e certificam de acordo com a qualidade, o que ajuda a fortalecer a marca e a confiança do consumidor.

Importância do Marketing digital
Um ponto fundamental é o investimento em Marketing. “Lojas pequenas podem investir em serviços de busca e comparação de preços para posicionar seus produtos ao lado de lojas tradicionais”, explica o diretor geral da e-bit em entrevista ao Mundo do Marketing.

Estratégias como investimento em publicidade on-line e e-mail marketing também são importantes, além do acompanhamento de mídias sociais, para mostrar ao consumidor que a empresa está atenta às novas mídias e tecnologias. “É necessário entender qual sua reputação no mercado, acompanhando comentários e reclamações que os clientes deixam na própria rede. Mas também é importante investir em publicidade para que a marca não fique esquecida na internet”, diz Guasti.

Casos de sucesso
Mesmo com o crescimento do pequeno varejo na internet, a participação deles ainda é tímida. Ao todo, estas empresas representam 9,7% do mercado de e-commerce no Brasil. Dificuldades em investir e aguardar o retorno sobre o investimento a médio e longo prazo, além da falta de conhecimento em relação à marca, são os principais problemas enfrentados pelos pequenos e médios varejistas.

Em compensação, este grupo tem como vantagem a velocidade em poder tomar decisões, aplicando uma ideia e vendo o resultado com maior rapidez. “Os grandes muitas vezes têm presença no mundo off-line e acabam entrando em conflito com o canal de vendas tradicional, o que impede que uma ação mais agressiva no canal on-line”, explica Guasti.

A Giuliana Flores, presente desde 1990 no mercado de flores, inaugurou em 2000 a sua loja on-line ao perceber a importância do e-commerce. Hoje, os números mostram o sucesso da empresa. Em 2004 o site registrou 2.300 vendas por mês e este ano já são 10 mil a cada mês. O acesso ao site também cresceu. Há cinco anos eram 60 mil internautas clicando na loja on-line da Giuliana Flores por mês contra 300 mil atualmente.

Investimento no exterior
Um ano após o lançamento do site, a Giuliana Flores fechou parceria com o Bradesco para fortalecer sua marca. Junto com as faturas do cartão de crédito, o cliente do banco recebia um encarte da marca com os produtos, site e telefone. A ação deu tão certo que até hoje a loja faz parcerias do tipo com bancos e seguradoras.

Segundo o diretor da empresa, Clovis Souza, outra ação recente que teve resultado muito positivo foi divulgar a marca em comerciais na Globo Internacional, durante o intervalo da novela das oito. A iniciativa teve como foco os brasileiros que vivem no exterior.

“Tínhamos uma média de 600 visitas (do exterior) por semana. Depois deste comercial, o número passou para 3.900 visitas, com conversão de 6%. O resultado foi tão positivo que estendemos também para o Dia dos Namorados”, diz Clovis Souza em entrevista ao site.

Parcerias
Para fortalecer ainda mais a marca, a Giuliana Flores adesivou as 280 lixeiras do Aeroporto de Congonhas e já fechou parceria para fazer o mesmo no de Cumbica, ambos em São Paulo. Além disso, como diferencial, a empresa trabalha com produtos de grandes marcas como Kopenhagen, Havana, Amor aos Pedaços e Ofner, que acompanham os arranjos de flores.

Prestes a completar um ano e meio no mercado de cama, mesa e banho, a PorCasa também comemora os bons resultados. Por insistência de Natan Sztamfater – hoje diretor da loja on-line – a marca inaugurou sua loja virtual quatro meses depois da abertura da loja física.

“Hoje ninguém abre uma loja de varejo on-line sem o pensamento de aumentar o volume de vendas. A decisão de abrir apenas uma loja e não uma rede foi justamente porque o peso do investimento seria feito no on-line”, explica Natan em entrevista ao Mundo do Marketing.

Presença em redes sociais
Ações de Marketing Digital e a presença nas redes sociais foram responsáveis pelo crescimento da PorCasa. Os investimentos em links patrocinados do Google chegam a R$ 60 mil por mês. O envio de e-mail marketing e a presença em sites como Buscapé e outros comparadores de preço também auxiliam a divulgação da marca.

As redes sociais funcionam como um termômetro para a empresa que acompanha as avaliações dos consumidores sobre a loja. O retorno das ações aparece nos resultados. No fechamento de 2008, a empresa alcançou um faturamento de R$ 2,6 milhões. Para 2009, a estimativa é de alcançar R$ 5 milhões.

Segundo Natan, o site também traz bons resultados para a loja física. Alguns clientes chegam a escolher os produtos pela loja on-line e finalizam a compra pessoalmente. Por outro lado, a valorização da loja física no site favorece a confiança na marca, a partir do momento em que o consumidor percebe que é uma loja “real”, como diz o diretor da PortCasa.

Natan ainda lembra outro fator que garante o sucesso. “Muitas vezes o pequeno varejista sente dificuldade em crescer no e-commerce porque é necessário um investimento forte. Mas para investir às vezes falta um profissional capacitado. Por isso, a PortCasa investe em seus profissionais. Pessoas da equipe participam de treinamentos específicos para que se familiarizem com o mundo on-line”, diz.

Autor: Sylvia de Sá

Fonte: Mundo do Marketing

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