A cada ano o e-commerce ocupa um lugar mais considerável nas empresas, sendo recentemente alvo de apostas de gigantes como Casas Bahia e Walmart, isso devido ao aumento no número de consumidores online no país, que passaram de 9,5 milhões em 2007 para 13,2 milhões em 2008 e também aos valores envolvidos no segmento, que em 2008 ficou em R$ 8,2 bilhões, acréscimo de 30% se comparado ao ano anterior.
Muito bem, mas e como fica o seu Aidar, dono da “lujinha” que vende materiais de limpeza para o bairro? Ele também pode entrar no mundo digital? Quais os investimentos, a forma de trabalho, a logística e a estrutura necessária para que ele possa estar online?
Primeiramente o seu Aidar deve pensar em algumas questões primordiais:
Se a resposta para as três perguntas acima forem “Sim”, indica que talvez realmente seja a hora de investir em um e-commerce ou loja virtual.
Essas perguntas teriam que ser feitas, em uma proporção diferente para médias e grandes empresas, mas seriam necessárias da mesma forma. Só que outras seriam adicionadas nesses casos:
Como você pode notar, conforme o tamanho, a estruturação se complica um pouquinho mais.
Para o seu Aidar, um e-commerce não é muito diferente, em sua essência, de uma boa barraca de pastel. Só é mais, digamos, sofisticado, mas a lógica operacional é a mesma, só mudando o meio utilizado para fazer as vendas e algumas operações.
Em síntese, temos:
- Relacionamento com fornecedores
- Escolha de bons suprimentos/produtos
- Ações de marketing e propaganda
- Logística
- Formação de preços de acordo com a lei de oferta e demanda
- Meios de pagamento
- Credibilidade da empresa
Há milhares de anos as pessoas se acostumaram a fazer compras “in loco”, portanto, o principal desafio do e-commerce é o de levar esse ambiente físico para o virtual, mas as regras da venda continuam sendo as mesmas.
Bom, resumindo, não vejo como o seu Aidar não possa ter sua “e-lujinha”. Mesmo pequena ela seguirá os conceitos que as grandes também devem seguir. Um bom e-commerce consegue manter a experiência que temos em comprar com a comodidade de efetuarmos essa operação sem sair da cadeira.
Há empresas e profissionais que defendem que eduquemos os consumidores, eu defendo que nos adequemos, a palavra é parecida, mas o resultado é outro. Vida longa para o seu Aidar!
Autor: Marcelo Vitorino
Fonte: Simples Assim
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