E-commerce. Pequenas, médias e grandes empresas podem trabalhar da mesma forma? 

A cada ano o e-commerce ocupa um lugar mais considerável nas empresas, sendo recentemente alvo de apostas de gigantes como e Walmart, isso devido ao aumento no número de consumidores online no país, que passaram de 9,5 milhões em 2007 para 13,2 milhões em 2008 e também aos valores envolvidos no segmento, que em 2008 ficou em R$ 8,2 bilhões, acréscimo de 30% se comparado ao ano anterior.

Muito bem, mas e como fica o seu Aidar, dono da “lujinha” que vende materiais de limpeza para o bairro? Ele também pode entrar no mundo digital? Quais os , a forma de trabalho, a e a necessária para que ele possa estar online?

Primeiramente o seu Aidar deve pensar em algumas questões primordiais:

  1. A loja tem capacidade de , ou seja, tem funcionários e que possibilitem a expansão?
  2. O seu Aidar guardou um pouquinho para arcar com os custos de implementação e divulgação?
  3. Os produtos que ele vende têm apelo de vendas para serem comercializados na internet ou possuem identificação com o público ?

Se a resposta para as três perguntas acima forem “Sim”, indica que talvez realmente seja a hora de investir em um e-commerce ou loja virtual.

Essas perguntas teriam que ser feitas, em uma proporção diferente para médias e grandes empresas, mas seriam necessárias da mesma forma. Só que outras seriam adicionadas nesses casos:

  1. Em caso de haver loja física, haveria diferença de preços? E o estoque, a logística, o financeiro e a administração, seriam separados ou conjunto?
  2. Os produtos comercializados teriam tabelas diferenciadas de acordo com a região?
  3. Como ficaria o relacionamento, no caso de ser um e-commerce da fábrica, com os outros varejistas?
  4. Quanto recurso seria alocado para esse investimento e em quanto tempo ele retornaria?
  5. O e-commerce levaria o nome da empresa ou um nome genérico?

Como você pode notar, conforme o tamanho, a estruturação se complica um pouquinho mais.

Para o seu Aidar, um e-commerce não é muito diferente, em sua essência, de uma boa barraca de pastel. Só é mais, digamos, sofisticado, mas a lógica operacional é a mesma, só mudando o meio utilizado para fazer as vendas e algumas operações.

Em síntese, temos:

  • Relacionamento com fornecedores
  • Escolha de bons suprimentos/produtos
  • Ações de marketing e propaganda
  • Logística
  • Formação de preços de acordo com a lei de oferta e demanda
  • Meios de pagamento
  • Credibilidade da empresa

Há milhares de anos as pessoas se acostumaram a fazer compras “in loco”, portanto, o principal desafio do e-commerce é o de levar esse ambiente físico para o virtual, mas as regras da venda continuam sendo as mesmas.

Bom, resumindo, não vejo como o seu Aidar não possa ter sua “e-lujinha”. Mesmo pequena ela seguirá os conceitos que as grandes também devem seguir. Um bom e-commerce consegue manter a experiência que temos em comprar com a comodidade de efetuarmos essa operação sem sair da cadeira.

Há empresas e profissionais que defendem que eduquemos os consumidores, eu defendo que nos adequemos, a palavra é parecida, mas o resultado é outro. Vida longa para o seu Aidar!

Autor: Marcelo Vitorino

Fonte: Simples Assim

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