Criança, a alma do negócio

Assista o documentário “Criança, a Alma do Negócio”, dirigido por Estela Renner.

Quanto tempo para produzir?

O documentário demorou 2 anos para ser feito.

Quantas entrevistas vocês fizeram?

Entrevistamos mais de 20 especialistas – infelizmente nem todos couberam. O assunto é muito amplo, mas eu queria fazer, neste primeiro momento, um filme com menos de 60 minutos. O objetivo é levantar muitas questões e deixar a reflexão para os espectadores. O primeiro corte tinha 80 minutos. Achei que era muito informação, ficava cansativo para alguém que nunca foi exposto ao tema.

Entrevistamos mais de 50 crianças, mas a história se repetia muito. Muita TV, muito consumo, muitos desejos por tudo e pais desesperados sem saber como agradar o filho. Muitos pais não entendem da onde vem o desejo de compra do filho.

Por que falar desta questão agora?

Tudo começou em um almoço com Ana Lucia Villela, presidente do Instituto Alana, que faz um trabalho importantíssimo na questão criança e consumo. Ela pediu para que eu registrasse vídeo-aulas com os conselheiros do Instituto. A partir deste contato com os conselheiros percebi que havia uma necessidade urgente de reflexão sobre o assunto.

Combinado a isso, em casa, percebia que meus filhos (tenho 3), mesmo assistindo bem pouca TV (só deixo sábado de manhã) estavam sendo usados como promotores de venda. Quando meu filho, na época com três anos, me pediu para eu por gasolina no posto Shell, percebi que estava na hora de fazer um documentário para refletirmos sobre este abuso.

Como mãe, eu acredito que não se deve usar a criança como mensageiro da marca. Quer me convencer de usar a sua gasolina? Fale comigo, não use meu filho.

Nossas crianças estão sendo usadas como promotores de venda. Estão virando consumidores e deixando sua infância de lado. Temos tanto tempo para sermos adultos e, enquanto adultos, sempre nos referimos à nossa infância. Qual é a pressa de deixarmos de ser criança? Quem ganha com esta infância encurtada? Certamente não são os nossos filhos.  Existe uma necessidade urgente de reflexão sobre isso.

Prentendemos mandar o filme para todos os festivais nacionais, colocar em circuito alternativo de exibição e também distribuição em pontos de venda. O importante é que circule. Que todos parem para pensar. É a infância que está em jogo…

Fale mais de você: profissão, idade, interesses.

Eu sou diretora da Margarida Flores e Filmes, dirigi com o Tadeu Jungle a série Amores Expressos[bb]. Para tanto viajei sozinha com uma câmera para Índia, Cuba, México, Irlanda e Argentina, para registrar o amor em cada lugar através dos olhos de escritores brasileiros.

Atualmente estou desenvolvendo meu primeiro longa-metragem, “Immigration” – e por isso estou vivendo em Nova Iorque.

Fonte: CHMKT

Fonte: Ladybug Brasil

Será que a internet segue o mesmo caminho ?

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